quinta-feira, 19 de abril de 2018

Jurema Hugen Palma


Na matéria de hoje, destacamos uma personagem da cidade de São Joaquim (SC), que recebeu como homenagem, o nome de uma escola municipal: JUREMA HUGEN PALMA (nasc. 18.07.1916), filha de Francisco Hugen (21.04.1874 – 04.07.1945) e de dona Jovina Nunes Hugen (20.04.1884 -07.01.1935).
Jurema era professora, e seu nome foi dado a uma escola do município, localizada na Avenida Otavio Alves Guimaraes, no Bairro Santa Paulina. A escola “foi instalada em setembro de 1982 sob a denominação de ESCOLA ISOLADA MUNICIPAL JUREMA HUGEN PALMA, na ocasião com 30 alunos e 1 professora. No ano de 2007, através da Lei 2.775/2007 que autoriza o município a transformar a Escola Isolada em ESCOLA DE EDUCAÇÃO BÁSICA MUNICIPAL JUREMA HUGEN PALMA. Em agosto de 2008 se realiza o grande sonho de uma escola nova. O Bairro Santa Paulina recebe um novo e amplo prédio escolar com uma área construída de 1.603m².[i]” De acordo com o Blog da Escola, em 2015, ela atendia cerca de 341 alunos,  do Jardim III até a 8ª série e contava com um quadro de 34 funcionários.
 
Jurema Hugen Palma.



Escola Jurema Hugen Palma, foto de Cristiam B. Oliveira (2018) vinculada ao Google Maps. Segundo dados do Google, a escola se mudou para novo local.


Ancestrais de Jurema Hugen Palma:
Avós maternos: Boaventura Rodrigues Nunes e Maria Anastácia Nunes.
Bisavós maternos: Manoel Bento Rodrigues Nunes Júnior e Amélia Jacintha Ribeiro [aqui há outro parentesco: Amélia Jacintha Ribeiro era filha de Pedro José Ribeiro e Jacintha Maria de Saldanha. Pedro José era filho de João da Silva Ribeiro (Sênior) e Maria Bento de Souza].
Trisavós maternos: Manoel Bento Rodrigues Nunes e Felisbina Maria de Saldanha.
Tetravós maternos: João da Silva Ribeiro (Sênior) e Maria Benta de Souza.
Pentavós maternos: Pedro da Silva Ribeiro e Anna Maria de Saldanha.
Hexavós maternos: Manoel da Silva Ribeiro e Maria Bernarda de Espírito Santo.
Heptavós maternos: Domingos da Silva e Domingas Pereira (permaneceram em Portugal, cidade de Mondin de Bastos, Província de Trás-os-Montes).

Jurema Hugen Palma foi casada com CAETANO PALMA (nasc. 21.12.1907, livro 11 – fls. 44v, São Joaquim – falec. 30.06.1960), filho de Ignácio da Silva Mattos, “Inácio Palma” (1860 - 15/07/1935) e de Esmênia Pereira Machado (27/01/1869 - 16/09/1934), importante família joaquinense.
Matrimônio de Jurema e Caetano: 26 de janeiro de 1934, em São Joaquim (SC)[ii].


Caetano Palma.


Filhos de Jurema e Caetano:
F1 – Maria Esmênia Palma (07.10.1934 - 07/11/2014), c.c. Levy Inácio Pereira (nasc. 15.04.1936), filho de Constâncio Inácio Pereira e Jovita Nunes Pereira. Casamento de Maria Esmênia e Levy: 15.01.1955.
Filhos de Maria Esmênia e Levy[iii]:
N1.1 – Levy Inácio Palma Pereira (nasc. 15 de julho de 1962);
N1.2 – Iara Palma (nasc. 12 de janeiro de 1971).
Filha de Iara e de José Carlos de Oliveira, ex-marido:
BN1.2.1 – Renata Palma (nasc. 06/09/1991).
N1.3 – Heliane Palma.

F2 – Jovina Márcia Palma (nasc. 15.03.1936), c.c. Rogério Souza de Melo (nasc. 12.12.1935 – falec. 19.02.1993), filho de João Inácio de Melo e Adelice Souza Melo. Casamento em 31 de maio de 1958.
Filhos de Jovina Márcia e Rogérioiii:
N2.1 – Inácio Rogério Souza;
N2.2 – Regina de Fátima Palma Melo.

F3 – Inácio Palma (25.10.1940 – 13.03.1954). Faleceu atropelado por um automóvel, com 13 anos de idade.


Obs.: Correções e dados podem ser enviados para menokaribeiro@gmail.com


Referências

Caderno datilografado de Enedino Batista Ribeiro, acervo pessoal de Ismênia Ribeiro Schneider.

Livro 11, Batistérios – fls. 44v, São Joaquim.

Lembranças de família.



[i] EEBM Jurema Hugen Palma. Quem sou eu, 2015. Blogspot, organizado por Leonor S. de Souza Nunes. Disponível em: http://escolajuremahugenpalma.blogspot.com.br/. Acesso em: 17 de abril de 2018.

[ii] Documento de Matrimônio de Caetano Palma e Jurema Nunes Hugen (nome de solteira), São Joaquim (SC), 1934. Fornecido pelo pesquisador Rogério Palma de Lima. Disponível em: https://www.familysearch.org/ark:/61903/3:1:S3HY-X3QL-HR?i=27&wc=MXYG-JPX%3A337699901%2C337699902%2C338542803&cc=2016197.

[iii] Dados inseridos no site Genoom pelo pesquisador Rogério Palma de Lima.

quarta-feira, 4 de abril de 2018

Rua Jorge Bleyer - Georg Carl Adolf Bleyer


Ismênia Ribeiro Schneider
Cristiane Budde

            Dedicamos a matéria de hoje a um personagem importante na medicina, na saúde pública e, também, em relação à antropologia e arqueologia brasileira, e que, conforme visto na matéria anterior, é pai de Thássilo Neves Bleyer, que foi farmacêutico em São Joaquim e Urubici.


Georg Carl Adof Bleyer (ou Jorge Carlos Adolpho Bleyer, ou ainda Jorge Clarke Bleyer) se destacou como defensor da higiene pública no estado de Santa Catarina, e publicou diversos estudos sobre medicina, zoologia, etnografia e arqueologia[i]. Recebeu também em São Joaquim (SC, no Bairro Martorano) e em Lages (SC, no Bairro Coral), nome de rua em sua homenagem: Rua Jorge Bleyer.


            
         Nasceu na Alemanha, em Hannover (21/01/1867), filho de Friedrich Karl Cristoph Caspar Bleyer (nascido em Linden, Alemanha) e de Carolyn Amalie Clarke (nascida em Manchester, Inglaterra)[i],[ii]. Jorge Bleyer diplomou-se em Ciências naturais na Alemenha, em 1888, e em Medicina Tropical na Inglaterra, em 1891[iii].
Jorge Bleyer “foi profundamente influenciado pela leitura dos livros do naturalista alemão Karl von den Steinen (1855-1929), primeiro estudioso a registrar os hábitos e costumes dos povos nativos do Brasil Central. Steinen realizara duas expedições ao Xingu na década de 1880, deixando um amplo levantamento cartográfico e etnográfico da região. Estimulado pelos relatos de Steinen, Bleyer, que ganhara como presente de formatura uma viagem à Índia e à América do Sul, aportou no Brasil em 1892. Depois de percorrer os lugares visitados por Steinen, acabou fixando-se em Blumenau, Santa Catarina”[iv].

Georg Carl Adolf Bleyer, ou, como era mais conhecido, Jorge Bleyer.

            De acordo com Costa (2003, p. 273-274), “Ao chegar ao Brasil, em 1892, [...] acabou se fixando em Blumenau, localidade catarinense onde viviam seus compatriotas e o notável Fritz Müller*. Sua chegada àquela vila, onde quase não havia médicos, foi providencial e ele logo começou a trabalhar no hospital local e em povoados próximos. O trabalho era intenso, e as condições de vida muito diferentes daquelas da Europa, a que estava acostumado. Enfrentava toda sorte de dificuldades para assistir os doentes moradores na zona rural”.

*Notas: Fritz Müller: Johann Friedrich Theodor Müller, considerado um revolucionário em política, religião e filosofia, Fritz Müller, como ficou conhecido no Brasil, foi um estudioso do meio ambiente. Foi reconhecido mundialmente pela publicação Für Darwin, para Charles Darwin no ano 1864, cinco anos após Darwin publicar a obra A Origem das Espécies. Foi o primeiro cientista a apresentar modelos matemáticos para elucidar a seleção natural e fornecer provas contundentes da mesma. Foi chamado por Darwin de O Príncipe dos Observadores. Müller deixou uma obra naturalística enorme, que contribuiu para fundamentar e enriquecer a teoria da evolução das espécies por seleção natural de Darwin e projetou o Brasil no cenário da culta ciência europeia. Disponível em: https://www.fundacaofritzmuller.com.br/site/historia. Obs.: Sabemos de três cidades que têm uma rua com o nome de Fritz Müller, em sua homenagem: Blumenau, Indaial e Florianópolis.

VER: Catálogo virtual Fritz Müller: https://issuu.com/martiusstaden/docs/catalogo_fritz_web.


No ano de 1897, encontram-se os primeiros registros acerca do segundo médico evidenciado de Lages (SC): Georg Carl Adolf Bleyer (o primeiro teria sido o Dr. Rueben Cleary)[v]. No ano seguinte, casou-se com Adelaide Augusta Neves (falec. 29/10/1954, com 75 anos[vi]), filha do Capitão João Augusto Xavier Nunes e de sua esposa Rosalina Pereira de Macedo Neves.
Matrimônio de Jorge Bleyer e Adelaide: 21 de maio de 1898, Lages (SC). Ele, com 31 anos de idade. Ela com 19 anos[vii].
Bleyer residiu também em Campos Novos (SC), São Joaquim (SC) e Palmas (PR)iii.

Assinaturas na Certidão de matrimônio de Jorge Bleyer e Adelaide Neves.


O casal, Jorge Bleyer e Adelaide, teve os seguintes filhos[ii, vi]:
- Silvio Neves Bleyer;
- Tacilo (Thassilo) Neves Bleyer;
- Hilário Neves Bleyer;
- Afonso Neves Bleyer;
- Aloisio Neves Bleyer;
- Ademar Neves Bleyer;
- Ondina Neves Bleyer;
- Carmen Bleyer Ramos. C.c. Jaui Camargo Ramos;
- Carolina Bleyer Waltrick, c.c. Leopoldo de Oliveir Waltrick;
- Angélica Bleyer de Meira Lima, viúva do major Joathan de Meira Lima.

      Bleyer orientava a população a respeito de medidas de prevenção de várias doenças, principalmente e leprai. Realizou também alguns estudos sobre a saúde indígena, e trouxe importantes contribuições para a área de bacteriologia e doenças infecciosas. Desenvolveu estudos ao lado de Adolpho Lutziii.

Nota: Adolpho Lutz (1855 – 1940) foi médico, sanitarista e cientista brasileiro, atuou na área da medicina tropical e da zoologia. Foi pioneiro nas áreas de epidemiologia e na pesquisa de doenças infecciosasiii.

            Jorge Bleyer apresentou, portanto, contribuições muito relevantes para diversas áreas, a partir das suas pesquisas, “em uma época em que os deslocamentos entre cidades, estados e países eram difíceis. Além disso, as pesquisas que desenvolveu foram financiadas com recursos próprios” (MANFROI, 2011, p. 8).  

Faleceu em 06 de agosto de 1955, em Lages, com 78 anos. Causa registrada da morte: Caquexia senilii.

Rua Jorge Bleyer em São Joaquim, SC.

Rua Jorge Bleyer em Lages, SC.


Para saber mais sobre Jorge Bleyer, indicamos, em especial, dois artigos:

COSTA, Therezinha de Jesus Thiber Bleyer Martins. Caminhos percorridos pelo dr. Jorge Clarke Bleyer nos campos da medicina tropical e da pré-história brasileira. História, Ciências, Saúde - Manguinhos, Rio de Janeiro, vol. 10(1):272-85, jan.-abr. 2003. Disponível em: http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S0104-59702003000100010&script=sci_abstract&tlng=pt.

MANFROI, Ninarosa Mozzato da Silva. Biografia e intelectualidade: as investigações cientificadas de Georg Bleyer. Anais do XXVI Simpósio Nacional de História – ANPUH, São Paulo, julho de 2011. Disponível em: http://www.snh2011.anpuh.org/resources/anais/14/1312726679_ARQUIVO_ArtigoXXVIANPUHNacional17a22jul2011NinarosaREVISADO.pdf.


Referências


[i] COSTA, Therezinha de Jesus Thiber Bleyer Martins. Caminhos percorridos pelo dr. Jorge Clarke Bleyer nos campos da medicina tropical e da pré-história brasileira. História, Ciências, Saúde - Manguinhos, Rio de Janeiro, vol. 10(1):272-85, jan.-abr. 2003.

[ii] Certidão de óbito do Dr. Jorge Carlos Adolpho Bleyer, 1955. Lages, Livro 32, Fls. 102, registro n. 7369. Disponível em Familysearch, Lages, Óbitos 1955, Fev – 1958, Jan: https://www.familysearch.org/ark:/61903/3:1:S3HY-XC6P-73?i=86&wc=MXYY-M6D%3A337700801%2C337700802%2C340063201&cc=2016197.

[iii] MANFROI, Ninarosa Mozzato da Silva. Biografia e intelectualidade: as investigações cientificadas de Georg Bleyer. Anais do XXVI Simpósio Nacional de História – ANPUH, São Paulo, julho de 2011. Disponível em: 

[iv] BVS Adolpho Lutz. Jorge Clarke Bleyer (1867-1955). FioCruz, 2018. Disponível em: http://www.bvsalutz.coc.fiocruz.br/html/pt/static/correspondencia/jorge.php.

[v] ANDRADE, Eveline. Cidade nos Campos de Cima da Serra: Experiências de urbanização e saúde em Lages-SC – 1870 a 1910. PPGH, UFSC, Florianópolis, 2011.

[vi] Certidão de óbito de Adelaide Neves Bleyer, 1954, Lages.

[vii] Certidão de matrimônio de Jorge Bleyer e Adelaide Neves, Lages, 1898.

segunda-feira, 26 de março de 2018

Rua Thassilo Neves Bleyer


 Ismênia Ribeiro Schneider
Cristiane Budde

Ainda na cidade de São Joaquim, destacamos a Rua Thassilo Neves Bleyer (ou Tacilio ou Tacilo). Ela homenageia mais um personagem importante do município, que foi farmacêutico em São Joaquim e Urubici, e participante ativo da política joaquinense.
Thassilo também possuía, segundo a descendente Sônia Maria Aguiar, um sítio em Urubici, que a família frequentava nas férias.
Teve 10 filhos, dos quais, 7 foram educadores em São Joaquim. Mais abaixo apresentaremos a listagem dos filhos.

Thassilo Neves Bleyer era filho de George Clarck Bleyer (ou Georg Carl Adolf Bleyer ou ainda, Jorge Carlos Adolpho Bleyer) e Adelaide Neves Bleyer.
Adelaide era filha do Coronel João Augusto Xavier Neves e de Rosalina Pereira de Macedo Neves, naturais de Lages[i]. O Coronel João era conhecido por “Joca Neves”, que dá nome a uma das Praças de Lages.
Georg Carl Adolf Bleyer era médico, higienista e naturalista, “desempenhou papel crucial na instituição da saúde pública em Santa Catarina, e foi um dos pioneiros da medicina tropical, da antropologia e da arqueologia no Brasil” (Costa, 2003[ii]). Georg nasceu na Alemanha, em Hannover, a 21 de janeiro de 1867, filho de Friedrich Karl Cristoph Caspar Bleyer (1835), alemão de Linden, e Carolyn Amalie Clarke (1836), nascida em Manchester (Inglaterra)” (Costa, 2003, p. 272).
        Costa (2003, p. 273-274) ainda descreve que “Bleyer cursou medicina em Londres, no University College, onde recebeu o título de doutor em 15 de outubro de 1891. [...] ganhou de presente de formatura uma viagem à Índia e à América do Sul. [...] Ao visitar um doente em estado grave em Lajes (SC), conheceu Adelaide Augusta Neves, e com ela se casou em 1898. Apesar de não ser formada em enfermagem, tornou-se sua auxiliar onde quer que fosse chamado, pouco importando os desconfortos das mudanças ou os solavancos das estradas precárias. O casal residiu em diversos municípios e, por esse motivo, seus 11 filhos nasceram em diferentes localidades”.
            O matrimônio de Georg Clark Adolph Bleyer e Adelaide Augusta Neves foi registrado em Lages, em 21/05/1898[iii].
             
Filhos de Georg Bleyer e Adelaide Neves[iv] (nas certidões de óbito, constam apenas 10 filhos, não 11 como cita Costa, 2003):
-        -  Silvio Neves Bleyer;
-        -  Tacilo (Thassilo) Neves Bleyer;
-          - Hilário Neves Bleyer;
-          - Afonso Neves Bleyer;
-          - Aloisio Neves Bleyer;
-          - Ademar Neves Bleyer;
-          - Ondina Neves Bleyer;
-          - Carmen Bleyer Ramos. C.c. Jaui Camargo Ramos;
-          - Carolina Bleyer Waltrick, c.c. Leopoldo de Oliveir Waltrick;
-          - Angélica Bleyer de Meira Lima, viúva do major Joathan de Meira Lima.

Nota: Segundo informações de Enedino Batista Ribeiro (1999)[v], Hilário Bleyer era farmacêutico prático em São Joaquim (SC).

Thassilo Neves Bleyer casou-se com Philomena Mattos Bleyer (nasc. 15/12/1903), filha de Juvenal da Silva Mattos (02/01/1865 - 02/11/1951) e Marianna Martorano (11/08/1876 - 29/04/1927). O matrimônio ocorreu na residência de Juvenal da Silva Mattos, em São Joaquim, em 24/04/1925[vi].


Figura 1 - Assinaturas na certidão de matrimônio de Thassilo Neves Bleyer e Philomena Mattos.

Filhos de Thassilo e Philomena (dados fornecidos por Viviani Bleyer Remor):
- Milton Bleyer,
- Maria Mafalda Bleyer Aguiar,
- Hamilton Jader Bleyer,
- Maria Marlene Bleyer Remor,
- Adelaide Bleyer Zanette,
- Marilene Mariana Bleyer de Faria,
- Newton Bleyer,
- Tânia Mara Bleyer (gêmea de Vânia),
- Vânia Nara Bleyer (gêmea de Tânia).
- Iolanda Bleyer.


Figura 2 - Philomena Mattos. Foto disponibilizada por Elizabeth Mattos.

Milton Bleyer era educador, inspetor escolar e foi diretor de escola. Casado com Ismênia Palma Bleyer, filha de Prudente Cândido da Silva (25/03/1906 - 30/08/1977) e de Cândida Palma (09/06/1904 - 29/04/1953) (esta, filha de Inácio e Ismênia Palma).
Filhos:
- Jonathan George Bleyer (nasc. 10/10/1953[vii]),
- Mari Cândida Bleyer Rodrigues,
- Eliana Palma Bleyer.

Mafalda foi casada com José Aguiar (falecido).
Filhos:
- Saulo de Tarso Bleyer Aguiar
- Sônia Maria Aguiar[viii],
- Sandra Bleyer
- Solon Bleyer Aguiar,
- Suzi Meri Aguiar Almeida,
- Suzete Bleyer Aguiar Mondadori,
- Syomara Filomena Bleyer Aguiar.
Mafalda e José Aguiar tiveram 15 netos, sendo que três são falecidos.

Hamilton Jader foi casado com Nair Machado Bleyer.
Filhos:
- José Thassilo Machado Bleyer,
- Naura Machado Bleyer,
- Nara de Fátima Bleyer,
- Terezinha Gorete Bleyer,
- Elizabeth Machado Bleyer,
- Hamilton Jader Bleyer Júnior,
- Luiz Ricardo Machado Bleyer
- Ana  Filomena Machado Bleyer.
Jader e Nair tiveram tiveram 6 netos.

Maria Marlene é casada com Antônio Paulo Remor.
Filhas:
 - Viviani Bleyer Remor[ix],
- Cláudia Remor Borghezan,
- Ana Paula Bleyer Remor,
-Giana Maria Bleyer Remor,
- Josiane Maria Bleyer Remor,
Maria Marlene e Antônio Paulo Remor tem 9 netos e 5 bisnetos.
Netos:
Remo Remor Borghezan, Brunna Remor Borghezan, Guilhermo Affonso Remor Borghezan, Maria Thereza Remor Pache, Anna Luiza Remor Pache, Filipe Remor Tonello, Gabriella Bleyer Remor Tonello, Antônio Paulo Remor Soares e Brunno Otávio Remor Jordão.
Bisnetos: Rômulo Fernandes Borghezan, Maria Helena Fernandes Borghezan, Enzo Dadan Borghezan, Enrico Dadan Borghezan e Theo Remor Jordão.

Adelaide foi casada com Aracidio Zanette.
Filhos:
 - Márcio Bleyer Zanette,
- Maysa Adelaide Zanette Coral,
- Vanessa Zanette Ferreira
- Valéria Bleyer Zanette.
Adelaide e Aracido tem sete netos.

Marilene é casada com Luiz Lourenço de Faria.
Filhos:
- Luiz Fernando Bleyer de Faria
- Mariana Bleyer de Faria.
Ainda não tem netos.

Newton, vulgo “Nonoia”, é casado com Maria Helena Vieira Bleyer, “tia Nena”.
Filhas:
- Patrícia
- Andréa.
Newton e Maria Helena tem 3 netos.

 Vânia e Tânia são gêmeas, solteiras, sem filhos e moram em São Joaquim.

Iolanda (falecida), casada com Clenio Amarante Ferreira (já falecido).
Filhos:
- Álvaro Bleyer Ferreira,
- Cesário Joaquim Amarante Ferreira (falecido),
- Éden Sajoba Amarante Ferreira,
- Halceden Amarante Ferreira,
- George Bleyer Ferreira,
- Iolane Bleyer Ferreira Caron
- Raquel Bleyer Ferreira.
Iolanda e Clenio são avós de 13 netos e um bisneto.



Figura 3 - Rua Tacilio (Thassilo) Neves Beyer, em São Joaquim.



Obs.: Correções ou mais informações podem ser enviadas para o e-mail: menokaribeiro@gmail.com 


Referências



[i] Certidão de óbito de Adelaide Augusta Neves, 1954.
[ii] Costa, Therezinha de Jesus Thibes Bleyer Martins. Caminhos percorridos pelo dr. Jorge Clarke Bleyer nos campos da medicina tropical e da pré-história brasileira. História, Ciências, Saúde - Manguinhos, Rio de Janeiro, vol. 10(1): 272-85,  jan.-abr. 2003.
[iii] Certidão de matrimônio de Georg Bleyer e Adelaide Neves, 1898. Documento disponibilizado pelo pesquisador Rogério Palma de Lima. Disponível em: https://www.familysearch.org/ark:/61903/3:1:S3HY-X9G9-P1P?i=38&wc=MXYP-9TG%3A337700801%2C337700802%2C338805801&cc=2016197.
[iv] Certidão de óbito do Doutor Georg Carl (Jorge Carlos) Adolpho Bleyer, 1955; e Certidão de óbito de Adelaide Augusta Neves Bleyer, 1954.
[v] RIBEIRO, Enedino Batista. Gavião-de-Penacho: memórias de um serrano. Instituto Histórico e Geográfico de Santa Catarina (IHGSC); co-edição da Assembleia Legislativa do Estado de Santa Catarina. Florianópolis: IHGSC, 1999.
[vi] Certidão de matrimônio de Thassilo Neves Bleyer e Philomena Mattos, 1925. Documento disponibilizado pelo pesquisador Rogério Palma de Lima. Disponível em: https://www.familysearch.org/ark:/61903/3:1:S3HT-61N9-ZJ3?i=122&wc=MXYG-368%3A337699901%2C337699902%2C338362501&cc=2016197.
[vii] Dado disponibilizado no site Genoom, pelo pesquisador Rogério Palma de Lima.
[viii] Agradecemos a Sonia Maria Aguiar, pelas informações sobre a profissão de Thassilo.
[ix] Agradecemos a Viviani Bleyer Remor, que nos forneceu as informações sobre os descendentes de Thássilo Neves Bleyer.

quarta-feira, 28 de fevereiro de 2018

Rua Sebastião Furtado


Ismênia Ribeiro Schneider
Cristiane Budde

            Retomamos as atividades do Blog com mais uma matéria da série “Nomes de ruas e praças de São Joaquim (SC)”. A postagem de hoje apresenta uma rua localizada no centro da cidade, denominada Sebastião Furtado. Ela homenageia um personagem importante da região serrana, que foi advogado provisionado, jornalista e também político catarinense.
            Sebastião da Silva Furtado nasceu em 20 de janeiro de 1869, Lages, SC, filho de Moysés da Silva Furtado e de Emília Batista Ribeiro Furtado[i].

Notas:
* Moysés da Silva Furtado era filho de José da Silva Furtado e de Joaquina Maria do Espírito Santo. Mais informações sobre os filhos de Moysés mais abaixo.
Fazenda: do “Limoeiro”, formada de várias invernadas.
**Emília era filha de João da Silva Ribeiro Júnior (1819-1894) – “Cel. João Ribeiro” e de Esmênia Baptista de Souza (1831-1912) (filha de “Inholo”).


            De acordo com Piazza (1994, p. 305), Sebastião 
Fez seus estudos primários nas escolas da terra natal ou com “professores de fazenda”. Cursou o Colégio N. Sra. da Conceição, São Leopoldo, RS (1887). Dedicou-se ao jornalismo em Lages, redatoriando [os jornais] “Quinze de Novembro” (1889), “O Lageano”, 2ª fase (1891), “Gazeta de Lages” (1892) e “Região Serrana” (1897). [Foi] Promotor Público da Comarca de Lages (1895 – 1904) como advogado provisionado pelo Tribunal de Justiça de Estado, Deputado ao Congresso Representativo do Estado à 2ª Legislatura (1896 - 1897), Suplente de Secretário da Assembleia (1897), Deputado Estadual à 3ª Legislatura (1898 - 1900), Deputado Estadual à 6ª Legislatura (1907 – 1909), Deputado Estadual à Constituinte (1910) e à 7ª Legislatura (1910 – 1912), Deputado Estadual à 8ª Legislatura (1913 – 1915).
Faleceu, em Lages, em 12.12.1915.
Foi casado com D. Júlia Ramos Furtado, filha de Francisco Vitorino dos Santos Furtado e de D. Maria Gertrudes Ramos. Desse matrimônio houve descendência.


Nota: Francisco Vitorino dos Santos Furtado (04/10/1844, Desterro, SC – 06/11/1885), filho de Francisco Furtado e de D. Maria Vitorina Lessa. 
Francisco Vitorino foi Promotor Público da Comarca de Lages (nomeado a 26/02/1872)i.



Sebastião da Silva Furtado. Fonte: PIAZZA, 1994.



Sebastião da Silva Furtado era filho de Moysés da Silva Furtado (1832 - 04/07/1900[ii]) e de Emília Batista Ribeiro Furtado[iii]. O casal teve ainda outros 11 filhos. Segue abaixo a relação completa dos filhos de Moysés e Emíliaii:    

F1- SEBASTIÃO DA SILVA FURTADO (20/01/1869 - 12/12/1915), c.c. JÚLIA RAMOS FURTADO, filha de Francisco Vitorino dos Santos Furtado e Maria Gertrudes Ramos.
Filhos:
N1.1- JULIETA RAMOS FURTADO, c. c. Hortêncio Goulart (de São Joaquim).
N1.2- EDITE RAMOS FURTADO, c. c. Acácio Vieira (São Paulo)
N1.3- MARIA JOSÉ RAMOS FURTADO, (“tia Zé”), c. c. Mário Izírio Pereira (de São Joaquim).
N1.4- MARIA EMÍLIA RAMOS FURTADO, c. c. Otávio Rafaeli.
N1.5- MARIA IZABEL RAMOS FURTADO, falecida ainda criança.
N1.6- RUBENS RAMOS FURTADO, c. c. Argentina Mattos Furtado.
N1.7- JOÃO GUALBERTO RAMOS FURTADO,
1as núpcias: Edir Pacheco Furtado.
2as núpcias: Heliete Magalhães Furtado.
N1.8- NOEMI FURTADO RAMOS, c. c. Lupércio de Oliveira Höche.
N1.9- GELSO RAMOS FURTADO, c. c. Hena Castro Furtado.

O casal Sebastião e Júlia teve mais dois filhos nati-mortos.
Viveram e criaram os filhos na Fazenda do Limoeiro (na chamada Fazenda do “Pinheirinho”), legítima de Sebastião, quando do inventário do pai em 1900. Sebastião faleceu aos 46 anos, em 1915.
Júlia e os filhos mudaram-se para a cidade de Lages.

F2- ISMÊNIA DA SILVA FURTADO, c. c. Saturnino da Silva Furtado, filho de Luciano da Silva Furtado e Maria Amélia Olinto.
Filho: Theodósio (nasc. 1892- ?).
Domicílio: Pelotinhas (Coxilha Rica).

F3- MANOEL DO NASCIMENTO FURTADO, c. c. Carolina Vieira Furtado, filha de João Luiz Vieira Jr. e Ismênia Muniz de Saldanha (filha de “D. Yayá”, Ismênia Muniz de Saldanha – 1803/1888) e Antonio Caetano Machado.
Filhos: Emília Furtado, c.c. Vidal Ramos Júnior; Ismênia, c.c. João Pedro Arruda; Djalma Furtado, c.c. Celina Ribeiro Ramos (filha de “Lica Ramos” e Júlia Batista Ribeiro Ramos, filha do Cel. João Ribeiro e Ismênia Baptista de Souza, sendo, pois, Celina, bisneta de Inholo); Nilo?

F4 - JUCUNDINO DA SILVA FURTADO, c. c. Maria Justina Rosa Furtado, filha de Francisco José da Rosa (falec. 1895) e Maria do Nascimento Silva Rosa (esta, filha de Manoel Ribeiro da Silva Filho, “Ribeirinho”, enteado de Inholo, filho de Cândida dos Prazeres Córdova e de seu primeiro marido, Manoel Ribeiro da Silva, “Ribeirão”, dono da Fazenda do Escurinho).
Segundo a crônica familiar, Jucundino e Maria Justina não tiveram filhos.

F5 - MARIA COLLECTA FURTADO RAMOS, c. c. Francisco de Oliveira de Paula Ramos, filho de Henrique Ferreira Ramos (nasc. 27.04.1812 – falec.02.03.1871) e Clara Leopoldina de Oliveira, falecida em 14.12.1850 ( donos da Fazenda “Penteado”), e que se casaram em 01.07.1837.
Domicílio: Invernada do “Pinheirinho”
Nº de filhos: 13.

F6- HONORATO DA SILVA FURTADO, c. c. Zulmira de Camargo Furtado, filha de Cândido de Camargo Melo e Esmênia Ramos de Camargo.
Notas: Cândido, filho de José Custódio de Camargo.
Esmênia, filha de João José de Oliveira Ramos e Carlota de Camargo Melo (assassinados em sua fazenda dos Touros, no RS)
Filhos: Agenor, Orlando, Sueli, “Tia Pata”.

F7- BENEVENUTO DA SILVA FURTADO, c. c. Josefina Godinho Furtado.

F8- HERCULANO EDMUNDO DA SILVA FURTADO, c. c. Adelaide Borges Furtado.

F9- EULALIA MIGUELINA RIBEIRO FURTADO, (ou Maria Eulália?), c.c. Anastácio Gonçalves de Araújo.

F10- JOÃO RIBEIRO DOS PRAZERES FURTADO, c. c. Madalena Silva.
Filhos: Stela, Rui.

F11- ALICE RIBEIRO FURTADO, faleceu solteira.

F12- MOYSÉS DA SILVA FURTADO, c. c. Virgínia Machado (de Floripa).

Rua Sebastião Furtado, São Joaquim, SC.


Referências


[i] PIAZZA, W. (org.). Dicionário político catarinense. Florianópolis: Edição da Assembleia Legislativa do estado de Santa Catarina, 2ª ed., 1994.
[ii] Inventário de Moysés da Silva Furtado, 1900. Processo nº 23 da Segunda Listagem de Inventários de Lages, p.22, de Gilberto Machado, arquivado no Museu do Judiciário Catarinense, Florianópolis.
[iii] PIAZZA, W. (org.). Dicionário político catarinense. Florianópolis: Edição da Assembleia Legislativa do estado de Santa Catarina, 2ª ed., 1994.