quinta-feira, 5 de outubro de 2017

Rua Bento Cavalheiro do Amaral


Próxima da Escola Martinho de Haro e da Rua Domingos Martorano, está localizada a RUA BENTO CAVALHEIRO DO AMARAL, em São Joaquim-SC.
O nome foi atribuído à rua em homenagem a Bento Cavalheiro do Amaral (1834 - 12/09/1912, São Joaquim, SC), filho de Manoel Cavalheiro Leitão (Filho) (21/09/1804 - 16/09/1860) e de Marianna Candida Almeida (natural de Vacaria).

Notas: Manoel era filho de pai com o mesmo nome, Manoel Cavalheiro Leitão (11/05/1769 – 1840), e de Amatildes do Amaral (batismo em 30/06/1782[i]).
Manoel Cavalheiro Leitão (o pai) era filho do Sargento Mor Miguel Pedrozo Leite e de Inocencia Pinto.
Amatildes era filha de Jozé do Amaral Gurgel (1740 - 30/12/1818[ii]) e de Maria do Nascimento de Jesusi.

Bento Cavalheiro do Amaral foi um dos seis conselheiros fiscais da Fundação da Freguesia de São Joaquim.
Manoel Cavalheiro Leitão (Filho) (21/09/1804 - 16/09/1860) e Marianna Candida Almeida eram apenas amasiados (não casados) e tiveram mais sete filhos:

1 – Joaquim Cavalheiro do Amaral (05/01/1829 - 21/02/1887), c.c. Carolina Maria Pereira.
Joaquim foi um dos seis conselheiros fiscais da Fundação da Freguesia.
Filhosiii:
F1.1 – Maria  Tolotina Cavalheiro do Amaral (1871 - 15/02/1928), c.c.
1ªs núpcias: Raphael da Silva Ribeiro Filho (1863 - 02/12/1898)*.
2ªs núpcias: Domingos Martorano.
*Nota: Raphael é filho de pai com o mesmo nome, Raphael da Silva Ribeiro, e de Francelina Antunes de Oliveira. Raphael (pai) é filho de Eugênio da Silva Ribeiro (nascido em 22/05/1793, gêmeo de Antônio), que por sua vez, é filho de Pedro da Silva Ribeiro e Anna Maria de Saldanha. Pedro é filho de Manoel da Silva Ribeiro e Maria Bernardes do Espírito Santo.
F1.2 – Maria  das dores Cavalheiro do Amaral, c.c. Luiz Plinio Colin[iii].
F1.3 – Andrelina Cavalheiro do Amaral, c.c. Fortunato Borges Pereiraiii.

2 – Manoel Cavalheiro do Amaral (1831 - 29/06/1906ii).

3 – João Cavalheiro do Amaral (1832 - 22/02/1914), c.c. Bertulina Rosa Fernandes (1841 - 06/06/1913)[iv].
Filhosiv:
F3.1 – Maria (17/11/1856 - 25/02/1909).
F3.2 – Anna (nasc. 1857).
F3.3 – Laurindo (nasc. 1859).
F3.4 - Maria Salomé (nasc. 1861).
F3.5 – Honorata (nasc. 22/12/1861).
F3.6 – José (nasc. 1865).
F3.7 – Rosa (nasc. 1867).
F3.8 – João (nasc. 1868).
F3.9 – Francisco das Chagas (nasc. 1870).
F3.10 – Joaquim (nasc. 1874).

4 – Maria Cavalheiro do Amaral (nasc. 1838, batizada em 04.01.1839ii).

5 – Ignácio Cavalheiro do Amaral (nasc. 1839), c.c. Ignacia Maria Pereira.
Filhos[v]:
F5.1 – Pedro Ignacio Cavalheiro do Amaral (1867 - 20/12/1942);
F5.2 – Alfredo Cavalheiro do Amaral (1868 - 23/06/1948);
F5.3 – Maria Pureza Pereira do Amaral;
F5.4 – Maria dos Prazeres Pereira do Amaral (? - 10/10/1955);
F5.5 – Felicia Pereira do Amaral;
F5.6 – Cecilia Maria Pereira.

6 – Antonio Cavalheiro do Amaral Tota (08/05/1843 – 1921), c.c. Maria Cavalheiro do Amaral (17/11/1856 - 25/02/1909), filha de João Cavalheiro do Amaral (1832 - 22/02/1914) e de Bertulina Rosa Fernandes (1841 - 06/06/1913). Portanto, Maria casou com seu tio.
Filhos[vi]:
F6.1 – Francelim Cavalheiro do Amaral (1876 - 17/12/1950), c.c. Albertina Cavalheiro do Amaral (1876 - 11/10/1951), filha de Laurindo Cavalheiro do Amaral (1859 - 26/12/1924) [filho de João e Bertulina] e Virgilia de Henriques de Oliveira (1858 - 15/02/1934).
F6.2 – Eulália Cavalheiro do Amaral (nasc. 1880), c.c. Oracílio Ribeiro do Amaral (nasc.1890), filho de Valencio José Ribeiro e de Honorata Cavalheiro do Amaral (nasc. 22/12/1861) [filha de João Cavalheiro do Amaral e Bertulina].
F6.3 – Teóphilo (falec. 07/05/1891, São Joaquim), faleceu com sete dias de vida[vii].
F6.4 – Benigna Cavalheiro do Amaral (02/06/1902 - 21/04/1953), c.c. Acylio Cavalheiro do Amaral (11/02/1897 - 21/11/1967), filho de Joaquim Cavalheiro do Amaral Sobrinho [filho de João Cavalheiro do Amaral e Bertulina] e de Francisca de Almeida Borges (1877 - 21/11/1967).
F6.5 – Benevemerito Cavalheiro do Amaral (nasc. 07/03/1904), c.c. Alice Ribeiro Borges (nasc. 03/06/1901), filha de Francisco Ribeiro Borges e de Beatriz Maria de Jesus[viii].
F6.6 – Esther Cavalheiro do Amaral (nasc. 21/10/1904), c.c. Valentin da Silva Dutra (nasc. 14/02/1901), filho de Horácio da Siva Dutra e Camilla Ribeiro Dutra[ix].
F6.7 – Brazilence Cavalheiro do Amaral, c.c. Maria dos Prazeres Faria.

Antonio Cavalheiro do Amaral Tota teve mais três filhos com Maria Apolinária de Sá[x]:
F6.8 – Fortunata Maria Cavalheiro do Amaral (1865 - 05/10/1930), c.c. Antonio Rafael Venção (falec. 18/04/1910).
F6.9 – Antônio Cavalheiro do Amaral Júnior (30/07/1868 - 28/11/1960), c.c. Maria Joaquina de Souza.
F6.10 – Juvencio Cavalheiro do Amaral (nasc. 23/04/1871).


7 – Mariano Cavalheiro do Amaral (1845 - 09/02/1870).


No testamento de Bento Cavalheiro do Amaral, consta que ele era solteiro e tinha uma filha chamada Herculana Pereira do Amaral (23/09/1884 - 16/11/1923[xi]), como pode ser visto abaixo.
Resumo do inventário de Bento Cavalheiro do Amaral:
[Bento Cavalheiro do Amaral] Declara mais ter uma filha de nome HERCULANA PEREIRA DO AMARAL, havida de Cândida Maria Pereira que é mulher solteira, sem impedimento para casar e vive há muitos anos em companhia do testador, sendo que a filha acha-se legalmente c. c. JOSÉ CUSTÓDIO PEREIRA e acha-se legitimada legalmente.
É a sua única herdeira. Declara que a sua terça dispõe da seguinte forma: será separada somente em campos e matos de sua Fazenda Campo do Gado, sita no município de São Joaquim, repartida em partes iguais entre seus netos GERVÁZIO PEREIRA DO AMARAL, LAURIVAL PEREIRA DO AMARAL e ANFROSIO PEREIRA DO AMARAL.
Sua companheira e avó de seus netos, enquanto viver terá o usufruto dos bens que lhe couberem em partilha, revertendo, após sua morte, para os aludidos netos. Como legatários de sua terça, terão o direito de escolher o lugar de sua preferência, antes da herdeira. Deixa à sua companheira, Cândida Maria Pereira, 20 vacas em cria, um touro, uma junta de bois carreiros, seis bestas mansas arreiadas e cinco cavalos mansos, tudo à sua escolha e vontade. Dentre os terrenos que possui, deixa uma área de terreno próxima à vila de São Joaquim, destinado esse terreno para nele ser construído um estabelecimento de caridade, um asilo para indigentes. O que sobrar do terreno deverá ser arrendado para angariar fundos necessários à manutenção do Asilo. Esse terreno será administrado por sua herdeira, até que possa passar para a administração da Associação responsável pelo Asilo. Escolhe como testamenteiros seus compadres e amigos Joaquim Antonio Areal, ao Ten. Cel.Genovêncio da Silva Mattos e em 3º lugar, o Senhor Coronel José Joaquim de Córdova Passos que façam a obra de caridade de fazerem cumprir essas suas últimas vontades. Documento redigido de próprio punho, em São Joaquim, aos 28 dias do mês de junho de 1903. Testemunhas: Major Cezário Joaquim do Amarante, Major Juvenal da Silva Mattos, Boaventura Lopes Pinto de Arruda, o advogado José Accacio Soares Moreira e Thomaz Francisco da Roza, mais o Tabelião de Notas Bernardino Esteves de Carvalho.
Esse testamento foi aberto e lido no dia 13 de setembro de 1912 em São Joaquim, na casa de residência do Sr. José Custódio Pereira, aonde se encontrava o Juiz Dr. José da Fonseca Nunes de Oliveira, o escrivão Luiz do Nascimento Carvalho, o irmão do falecido, Antonio Cavalheiro do Amaral Tota, das duas testemunhas, Paulo Bathke e Belizário Ribeiro de Córdova.
Certidão expedida pelo escrivão Jacintho Rebello Flores.
Coletor estadual: José Alves Araújo Lima, em 27.09.1912.
Escrevente: Sócrates Martins Cassão.

Nota: um pequeno papel, arquivado junto ao processo, avisa que foi perdida a certidão referente ao legado feito por Bento Cavalheiro do Amaral à comunidade para construção de um asilo para indigentes, a certidão com o título dos herdeiros.

Titulo dos Herdeiros:
1- HERCULANA PEREIRA DO AMARAL (23/09/1884 - 16/11/1923), c. c. João Custódio Pereira.
2- Neto legatário: GERVASIO PEREIRA DO AMARAL, (nasc. 20/10/1898), c.c. Gerbina Cassetari (15/06/1895 - 12/10/1968), filha de Ranier Cassetari e Emília Teixeira Cassetari.
3- Neto legatário: LOURIVAL PEREIRA DO AMARAL, (1900 - ?).
4- Neto legatário: ANFRÓSIO PEREIRA DO AMARAL, (1901- ?).

BENS DE RAIZ
1- Uma parte de campos e matos na FAZENDA CAMPOS DO GADO, herdada do pai, Manoel Cavalheiro Leitão;
2- Uma casa e suas benfeitorias situadas na referida Fazenda e outra sita na vila de São Joaquim;
3- Uma gleba de campos e matos na FAZENDA VARGINHA, no mesmo município, anexa aos campos do Capitão Manoel Lourenço de Lima Sobrinho;
4- Uma parte de campos e matos na FAZENDA DO MORRO AGUDO que houve por herança do irmão, Manoel Cavalheiro do Amaral;
5- Uma parte de campos e matos de uma INVERNADINHA, na mesma FAZENDA DO MORRO AGUDO, dividindo com o Sr. Antonio João Cantisani;
6- Um potreiro fechado por taipas na FAZENDA MORRO AGUDO, contíguo à cidade de São Joaquim.


Bento Cavalheiro do Amaral. Foto de retrato a óleo. Autor: Martinho de Haro (pintor joaquinense). Agradecimentos a José Nilton Matos e Rogério Palma de Lima que nos forneceram a imagem.


Rua Bento Cavalheiro do Amaral, São Joaquim, SC.



Referências
Inventário Judicial com Testamento de Bento Cavalheiro do Amaral, N. 355 – L1 – Fls 38, Arquivado no Museu do Judiciário de SC, em Florianópolis.



[i] Batismo de Amatildes do Amaral, 1782. Documento fornecido por Rogério Palma de Lima, e disponível em: https://www.familysearch.org/ark:/61903/3:1:939Z-YRST-2N?i=45&wc=MFKJ-GP8%3A1030404201%2C1030404202%2C1030524701&cc=2177296

[ii] Dado inserido no Genoom por Rogério Palma de Lima.

[iii] Inventário de Joaquim Cavalheiro do Amaral, 1887, arquivado no Museu do Judiciário em Florianópolis.

[iv] Dados inseridos nos Genoom por Rogério Palma de Lima e por Luiz Carlos Zorzi (Cavalheiro do Amaral).

[v] Dados inseridos nos Genoom por Luiz Carlos Zorzi (Cavalheiro do Amaral).

[vi] Dados inseridos no Genoom por Tânia Aparecida Costa, Maria Godoy de Azevedo de Castro Faria e Rogério Palma Lima.

[viii] Documento de matrimônio disponibilizado no site Genoom por Tania Aparecida Costa: https://familysearch.org/pal:/MM9.3.1/TH-266-12586-31862-77?cc=2016197&wc=MQ51-5WL:337699901,337699902,338362501.

[ix] Dado disponibilizado no site Genoom por Tania Aparecida Costa.

[x] Dados inseridos no site Genoom por Rogério Palma de Lima e por Luiz Carlos Zorzi (Cavalheiro do Amaral).

[xi] Dados inseridos no Genoom por Rogério Palma de Lima.

segunda-feira, 18 de setembro de 2017

Rua Egídio Martorano e Rua Domingos Martorano



         Retomamos, nesta postagem, a sequência de matérias sobre as praças e ruas de São Joaquim (SC), com o estudo das Ruas Egídio Martorano e Domingos Martorano, ambas localizadas no centro do município.
            A homenagem foi dedicada aos italianos Egydio Martorano e Domingos Martorano[i]. Egydio Martorano era músico por formação na Itália. Professor particular de música, fundou em 1895 a Sociedade Musical Mozart Joaquinense[ii].
Domingos Martorano é natural de Casteluccio, Basilicata, Itália[iii], e, segundo Bathke (2002), ele iniciou a colonização italiana na região de São Joaquim, em 1880. Os filhos de Domingos Martorano (1841 – 1923), uniram-se às famílias locais: Anunciata (Pedro Albino), Mariana [Juvenal da Silva Matos[iv]], Angelina (José da Fonseca Nunes de Oliveira) e Egidio (Eulália Brasil). Sua filha Tereza veio casada da Itália com Antonio Cantisani. A família Fontanella veio em seguida e construiu a casa de pedra, propriedade de Domingos Martorano” (BATHKE, 2002, p. 56). A casa de pedra foi construída no século XIX, no centro da cidade de São Joaquim, foi moradia da Família Martorano por quase um século (BERTONCINI, 2011; BATHKE, 2002).
            Domingos Martorano (1841 – 1923) é filho de Egídio Martorano e Mariana Gioiaiii.
Casou-se com:
1ªs núpcias: Filomena Bevilaqua (ou Bebilacqua), com quem teve os seguintes filhos[v]:
1.    TEREZA MARTORANO CANTIZANI, c.c. Antonio Cantizani.

2.    EGÍDIO MARTORANO (13.01.1869 – 18.08.1955), c.c. Eulália Brasil (06/02/1887 - 02/05/1945), filha de Antonio Mariano Teixeira Brasil (1842 - 09/09/1903) e Anna Maria Rabello.
Matrimônio Egídio/Eulália: 4 de maio de 1905, São Joaquim-SCv.
Filhosiv,v:
N2.1 – JUDITH BRASIL MARTORANO (nasc. 12/11/1906[[xv]]), c.c. Antonio Lucio.

N2.2 – DOMINGOS MARTORANO, c.c. Alzina Vieira Rodrigues, filha de Joaquim Anacleto Rodrigues (17/07/1876 – 02/10/1920) e de Emília Vieira Rodrigues (nasc. 1890)[[xvi]].
Filhos de Domingos e Alzina:
BN2.2.1 – ODETE MARTORANO (MARTINS), “Detinha”, c.c. Celso Ribeiro Martins (nasc. 21/01/1926, Lages), filho de Adolfo José Martins (nasc. 19/08/1885) e de Dolores Ribeiro Martins.
BN 2.2.2 – EGIDIO MARTORANO NETO (nasc. 25/10/1932), c.c. Leda Couto. (mais informações abaixo)
BN2.2.3 – RUI MARTORANO, c.c. Neida Ferreira.
BN2.2.4 – DOMINGOS MARTORANO FILHO, c.c. Nadia Córdova.
BN2.2.5 – MAGNOLIA MARTORANO, c.c. Cláudio Pavão.

N2.3 – CÉSAR MARTORANO (nasc. 07.01.1910[ii]), c.c. Joaquina Palma (Martorano) (nasc. 05/04/1912[[xviii]] – 10/08/1997), filha de Inácio da Silva Mattos e Ismênia Pereira Machado.

N2.4 – NOEMI BRASIL MARTORANO (nasc. 05/01/1911, bat. 23/03/1911[ii]), c.c. Cezarino Lima.

N2.5 – PHILOMENA MARTORANO (nasc. 28/11/1912, São Joaquim[[xix]]), c.c. Jose Jaime Vieira Rodrigues, filho de Joaquim Anacleto Rodrigues e Emília Vieira Rodrigues.

N2.6 – ANTONINO MARTORANO (nasc. 06/10/1914[ii]).

N2.7 – ANNA MARIA MARTORANO (nasc. 02/02/1916[ii]).

N2.8 – MARIA DO CARMO (BRASIL) MARTORANO (nasc. 20/09/1919[ii]) c.c. Paulo Bathke (Filho) (nasc. 30/12/1917[ii]), filho de Johannes Friederich Paul Gellert Dietrich Bathke, conhecido como Paulo Bathke, (06/07/1864 – 13/09/1950) e de Maria Olinda da Silva Ribeiro (21/11/1878 – 04/09/1951[ii]).

N2.9 – IOLANDA MARTORANO (nasc. 21/09/1923[[xx]]).

N2.10 – DANTE MARTORANO (nasc. 10/09/1925[xxi]), c.c. Maura Maria da Costa[xxi].

Mais informações sobre a Família Brasil e os descendentes de Egídio e Eulália em: https://genealogiaserranasc.blogspot.com.br/2015/11/familia-brasil.html

3.     MARIANA MARTORANO, c.c. Juvenal da Silva Mattos, filho de Joaquim das Palmas da Silva Mattos (02/05/1831 – 25/10/1916) e de Theodora Alves da Silva (20/09/1840 – 15/12/1937).
Mais dados de Juvenal da Silva Mattos e Mariana Martorano em: https://genealogiaserranasc.blogspot.com.br/2017/04/rua-juvenal-da-silva-mattos.html

4.     ANNUNCIATA MARTORANO, c.c. Pedro Albino de Oliveira.

5.     ANGELINA MARTORANO, c.c. José Fonseca Nunes de Oliveira.

2ªs núpcias de Domingos Martorano (1841 – 1923): Maria Tolentina Cavalheiro do Amaral (1871 – 15/02/1928[vi]).
Matrimônio: 01 de maio de 1919, em São Joaquimii. Ele com 78 anos, ela com 48.
Maria Tolentina é filha de Joaquim Cavalheiro do Amaral (05/01/1829 - 21/02/1887) [irmão de Bento Cavalheiro do Amaral] e de Carolina Maria Pereirav. Maria Tolentina foi casada em primeiras núpcias com Raphael da Silva Ribeiro (Filho) (1863 - 02/12/1898)v.


Figura 1 - Rua Egídio Martorano, São Joaquim (SC). (Fonte: Google Street View)


 
Figura 2 - Rua Domingos Martorano, São Joaquim (SC). (Fonte: Google Street View)

 
Figura 3 - Localização das Ruas Egídio Martorano e Domingos Martorano, São Joaquim-SC. (Fonte: Google Maps)


            EGIDIO MARTORANO NETO (nasc. 25/10/1932), c.c. Leda Couto, também foi um personagem importante, pois desempenhou cargos e funções importantes no Estado, como bem descreve Walter Piazza (1994, p. 439):
Natural de São Joaquim, SC, a 25/10/1932, filho de Domingos Martorano e de D. Alzina Vieira Martorano.
Fez os cursos ginasial (1949) e colegial no Colégio Catarinense, Florianópolis, SC. Formou-se pela Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Paraná. Realizou cursos de especialização e de aperfeiçoamento em clínica geral e cirurgia geral em Porto Alegre, RS. Exerceu a medicina, como Diretor do Hospital “Coração de Jesus”, São Joaquim, SC, Chefe da Unidade Sanitária de São Joaquim, Médico da CASAN – Cia. das Águas e Saneamento do Estado de Santa Catarina, Diretor-Presidente da CLINIMED, Florianópolis, Diretor da Divisão Hospitalar da Secretaria da Saúde do Estado de Santa Catarina (15/03/1979 – 12/02/1982), e como tal exerceu as funções de Vice-Governador do Estado (14 a 23/07/1981 e 28/08 a 21/09/1981).
Prefeito Municipal de São Joaquim, em dois mandados, e como tal participou do Seminário de Administração Municipal, Berlim, Alemanha.
Deputado à Assembleia Legislativa do Estado, à 9ª Legislatura (1979 – 1982), eleito pela Aliança Renovadora Nacional – ARENA.
Casado com D. Leda Couto Martorano, de quem houve Simone Couto Martorano, Egídio Martorano Filho, Fabrício Couto Martorano, e Fabiano Couto Martorano.

            Os mandatos como prefeito de São Joaquim[vii] ocorreram em:
- 1966 a 1970;
- 1973 a 1974.

 
Figura 4 - Egídio Martorano Neto. (Fonte: PIAZZA, 1994)


            Os nomes Egídio Martorano e Domingos Martorano se repetem algumas vezes na família, o que, às vezes, causa dúvidas e confusões em relação aos dados da família. Para compreender melhor a genealogia da família Martorano, veja a árvore abaixo, com o tronco principal até chegar em Egídio Martorano Neto. 

Figura 5 - Árvore genealógica do tronco principal da Família de Egídio Martorano (Neto) [clique na imagem para ampliar].


Referências

BATHKE, M. E. M. O Turismo Sustentável Rural como Alternativa Complementar de Renda à Propriedade Agrícola: Estudo De Caso – Fazenda Água Santa São Joaquim-SC. Dissertação de mestrado, Programa de Pós-Graduação em Engenharia de Produção, Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Florianópolis, 2002.

BERTONCINI, S. S. “Acorde São Joaquim”: Identidade local e vocação turística. Dissertação de mestrado, Programa de Pós-Graduação em Planejamento Territorial e Desenvolvimento SocioAmbiental, Centro de Ciências Humanas e da Educação (FAED), Universidade do Estado de Santa Catarina (UDESC), Florianópolis, 2011.



[i] Esclarecimento prestado pela descendente Angela Martorano Kuerten, a quem agradecemos.

[ii] Informações fornecidas pela descendente Angela Martorano Kuerten.

[iii] Matrimônio de Domingos Martorano e Maria Tolentina Cavalheiro do Amaral (2ª esposa), em 01/05/1919, São Joaquim, SC. Documento disponível em: https://www.familysearch.org/ark:/61903/3:1:939Z-Y59F-KJ?cc=2177296.

[iv] Dado corrigido por Ismênia Ribeiro Schneider.

[v] Dados fornecidos por Odete Martorano (Detinha) a Ismênia Ribeiro Schneider.

[vi] Dado disponibilizado por Rogério Palma de Lima, no site Genoom.

[vii] MACHADO, R. M.; OLIVEIRA, J. B. Conhecendo São Joaquim. 2000.

PIAZZA, W. F. (org). Dicionário Político Catarinense. 2ª ed., revista e ampliada. Florianópolis: Edição da Assembleia Legislativa do Estado de Santa Catarina, 1994.

quinta-feira, 14 de setembro de 2017

Homenagem a Valcyr Melo

Dedicamos a postagem de hoje a Valcyr Melo (1940 - 12/09/2017), casado com minha irmã Gleci Palma Ribeiro Melo (nasc. 15.03.1941).
Casamento: 19-10-1969.
Filhos:
F1 - Murilo Ribeiro Melo (nasc. 1971), companheira: Karine Bekari;
F2 - Alexandre Ribeiro Melo (nasc. 12-01-1974), companheira: Thais Madeira Neves.

Valcyr era formado em Direito pela UFSC, e atuava como advogado e cartorário.
Faleceu vítima de um câncer, com o qual já lutava por mais de seis anos.
Registramos aqui a nossa homenagem à família.






Enedino, Lydia, os noivos Gleci e Valcyr e os pais de Valcyr.




Valcyr, Gleci e Murilo, o filho mais velho.


Gleci, Vlacyr e Miriam Schneider.


Gleci, Valcyr e Ismênia nos Canyons de Santa Catarina.









quinta-feira, 31 de agosto de 2017

Adolfo José Martins e Dolores de Souza Ribeiro


            Como descrito na matéria anterior, Adolfo José Martins (13/08/1885[i] - 23/10/1968[ii]) teve uma importante participação no que diz respeito à Educação em Santa Catarina. Além de fundar estabelecimentos de ensino nos municípios da Serra, enquanto desempenhava suas funções políticas, tomou parte de projetos de lei voltados para a área educacional, juntamente com nomes como Antonieta de Barros e Barreiros Filho. Esses projetos diziam respeito à criação de Escolas Normais, à criação de bolsas de estudos para alunos com baixa renda e aos poderes concedidos aos ginasianos diplomados para atuarem como professores[iii].
            Mais tarde, após seu falecimento, o nome de Adolfo José Martins foi atribuído a um prêmio instituído pela Família Martins e Comunidade, com o apoio das escolas básicas, destinado à premiação dos melhores trabalhos de pesquisa da região serrana. Eram reconhecidos os cinco melhores trabalhos, sendo que o primeiro colocado recebia uma quantia em dinheiro, e os demais, recebiam medalhas. O prêmio foi concedido até 1985, Centenário de seu nascimento[iv].

Adolfo José Martins.

           Retomamos agora os dados genealógicos de Adolfo José Martins e de sua esposa Dolores de Souza Ribeiro:
ADOLFO JOSÉ MARTINS (13/08/1885i - 23/10/1968[v]), filho de Gustavo José Martins e de Saturnina Maria Martins (ou Saturnina Leite de Oliveira, conforme matrimônio). 
Nota: O matrimônio de Gustavo e Saturnina ocorreu em 02/07/1882, Lages (documento fornecido pelo pesquisador Rogério Palma de Lima). Saturnina é filha de Joaquim Leite de Oliveira.
Adolfo casou-se com:
1as núpcias com DOLORES DE SOUZA RIBEIRO (19/09/1891 - 25/06/1928[vi]), filha de Manoel Cecílio Ribeiro (02/04/1917, com 60 anos[vii]) e de Rosalina de Souza e Oliveira (23/01/1871 - 05/03/1932v) (da Fazenda Bom Sucesso, na região de S. Joaquim e Pericó).
Manoel Cecílio Ribeiro era filho de Matheus Ribeiro de Souza (1829 - 18/11/1900) e de Maria Magdalena de Souza (1833 - 21/11/1867) (Filha de João Batista de Souza, “Inholo”). (ver árvore genealógica abaixo)
Rosalina era filha de Aureliano de Souza Oliveira e Gertrudes Anna de Andrade.
            Matheus Ribeiro de Souza edificou, na última metade do século XIX, a Casa de Pedra, antiga sede da Fazenda do Socorro. Esta casa passou a pertencer, a partir de 1900, a Manoel Cecilio Ribeiro, único filho homem de Matheus. Posteriormente, com a morte de Manoel Cecilio Ribeiro, em 1917, a casa foi herdada por sua única filha: Dolores de Souza Ribeiro, casada com Adolfo José Martins[viii].
            Mais informações sobre a Casa de Pedra em:

 
Árvore genealógica do tronco principal de Dolores Ribeiro, c.c. Adolfo José Martins (clique na árvore para ampliar).



Casamento de Adolfo e Dolores: em Bom Jardim, em 20.11.1909, ele com 25 anos, ela com 18[ix]. Testemunhas do casamento: Antão de Paula Velho e Emilio Benevenuto Ribeiro.
Dolores Ribeiro e o marido Adolfo José Martins em Florianópolis em 1928.

Dolores faleceu bem jovem, em Florianópolis, no Hospital de Caridade, em 25.06.1928[x], aos 37 anos, de peritonite, conforme atestado do Dr. Ricardo Gottsmann. Foi sepultada no cemitério público da capital.
Filhos:
F1 – TÚLIO, faleceu com três anos.

F2 – JOSÉ MOACIR RIBEIRO MARTINS (nasc. 28/02/1912 - 1954).
Formado em medicina em Porto Alegre[xi].

F3 – MARIA DE LOURDES MARTINS (nasc. 14.06.1915), c.c. Nilo Sbruzzi.
Fazenda: “Rincão da Palha”.

F4 – ODACYRA MARTINS (nasc. 28.05.1917), “Oda”, c. c. Dimas Antunes de Oliveira (nasc. 1871), agrônomo, filho de Laurindo Antunes de Oliveira (do Painel) e de Maria da Luz Fogaça.
Laurindo veio do Painel em 1882, com 10 anos. Trabalhou nas “Tijucas”.
Fazenda: Parte (911$212) nas Fazendas Santa “Bárbara” e na Fazenda do Socorro (nesta, 7:389$800).

F5 – CENIRO RIBEIRO MARTINS (nasc. 23.07.1918), c.c. Anita Rodrigues Martins.

F6 – HÉLIO RIBEIRO MARTINS, (nasc. 22.05.1921), c. c. Bilia Noronha.

F7 – MANOEL CECÍLIO RIBEIRO MARTINS (nasc. 08.08.1922, Lages), c. c. Maria do Carmo Brognoli (nasc. 18/11/1932), “Carminha”.
Número de filhos: 03, entre eles:
- Henrique Brognoli Martins (nasc. 1952).

F8 – DORACY RIBEIRO MARTINS (nasc. 19.11.1923, Lages), “Dora”, c. c. Armando Guedes.

F9 – CELSO RIBEIRO MARTINS (nasc. 21.01.1926, Lages, à rua Hercílio Luz), c. c. Odete Martorano Martins (“Detinha”), filha de Domingos Martorano e de Alzina Vieira Rodrigues.
Filhos: Murilo, Regina, Alexandre e Deise[xii].

 Filhos de Adolfo José Martins e Dolores Ribeiro.

Em 2as núpcias, ADOLFO JOSÉ MARTINS casou com Isabel Nunes, filha de Luís Teixeira Nunes e de D. Minervina Mendonçai, [xiii].
O casal teve os seguintes filhosi, [xiv]:
F10 – DOLORES NUNES MARTINS, c.c. Dr. Wolny Della Rocca, químico industrial;
F11 – ISABEL NUNES MARTINS, c.c. José Wilson Muniz, industrialista;
F12 – ADOLFO LUIZ NUNES MARTINS, técnico em contabilidade, c.c. Maria Selma Varela Martins;
F13 – NEIDE NUNES MARTINS, técnica em contabilidade, c.c. Claudio Ramos Floriani, diplomado em ciências contábeis;
F14 – SALVIO NUNES MARTINS, c.c. Nara Ramos.
F15 – ODETE NUNES MARTINS, c.c. Rani Zanatto.
F16 – ROGÉRIO NUNES MARTINS.


Filhos de Adolfo José Martins e Isabel Nunes.

  

Referências

Autobiografia de Adolfo José Martins, fornecida pelo descendente Henrique Brognoli Martins.
Inventário Judicial de Dolores Ribeiro Martins, 1929. Processo nº716, arquivado na 2ª Vara Civil do Fórum de São Joaquim.




[i] Autobiografia de Adolfo José Martins, 1959. Fornecida por Henrique Brognoli Martins.

[ii] Rogério Palma de Lima. Dados inseridos no site Genoom.

[iii] Projetos de lei, 1937. Fornecidos por Henrique Brognoli Martins.

[iv] Dados fornecidos por Henrique Brognoli Martins, descendente de Adolfo José Martins.

[v] Rogério Palma de Lima. Dados inseridos no site Genoom.

[vi] Inventário sem testamento de Dolores Ribeiro (Martins), 1929. Nº 716 – Escrivão Gil Brasil, Juízo de Direito da Comarca de São Joaquim da Costa da Serra – SC.

[vii] Certidão de óbito de Manoel Cecilio Ribeiro, 1917. Livro C-0013, fls.104, n. 189. 17º Subdistrito, Bela Vista, São Paulo Capital. Documento fornecido por Henrique Brognoli Martins.

[viii] Novos fatos sobre a Casa de Pedra da Fazenda do Socorro em Bom Jardim da Serra, Artigo escrito em parceria com Henrique Brognoli Martins. Publicado em meu Blog em 27 de agosto de 2012: https://genealogiaserranasc.blogspot.com.br/2012/08/novos-fatos-sobre-casa-de-pedra-da.html.

[ix] Registro de matrimônio de Adolfo José Martins e Dolores Ribeiro. Registro L1 – Fls 27 (Viriato Alves Garcia – escrivão de paz de Bom Jardim).

[x] Registro de óbito de Dolores Ribeiro (Martins), 1929. [Registro no L18 – Fls 13V].

[xi] Texto de Manoel Cecílio Ribeiro. Casa de Pedra – 150 anos, publicado em meu Blog em 30 de março de 2017: https://genealogiaserranasc.blogspot.com.br/2017/03/casa-de-pedra-150-anos_30.html

[xii] Dados enviados por e-mail por Teresinha Ribeiro Berti, filha de Alba Batista Ribeiro, neta de Sebastião Batista Ribeiro. Alba é irmã da Maria Batista Nercolini.

[xiii] Maria Batista Nercolini. Revista Blumenau em Cadernos, Ed. 369, Setembro de 1987.

[xiv] Notícia sobre o falecimento de Adolfo José Martins, 1968 (fornecida por Henrique Brognoli Martins, descendente de Adolfo).